O concelho de Alcácer do Sal garantiu um investimento que pode ascender a 900 mil euros destinado à instalação de módulos habitacionais provisórios. A medida surge na sequência da assinatura de um contrato interadministrativo que visa assegurar o realojamento urgente de famílias que foram afetadas pelas cheias registadas no início de 2026, em particular na zona da Herdade da Barrosinha.

Esta verba extraordinária foi mobilizada junto do Estado para responder aos estragos provocados pelas intempéries que atingiram a região nos primeiros meses do ano. Com este montante, pretende-se providenciar soluções habitacionais de carácter temporário para os moradores que ficaram desalojados ou com as habitações severamente danificadas pela subida súbita das águas.

Contudo, importa sublinhar que a aplicação deste pacote financeiro tem limites operacionais bem definidos. De acordo com os dados disponíveis, o montante canalizado para os módulos provisórios não constitui um programa estrutural de habitação acessível ou de expansão social permanente no concelho, servindo exclusivamente para mitigar a emergência gerada pelas cheias.

A atribuição exata dos apoios, o calendário detalhado para a montagem das estruturas na Herdade da Barrosinha e os critérios definitivos de seleção das famílias beneficiárias são aspetos cuja informação pormenorizada não se encontra especificada nas fontes disponíveis consultadas pela nossa redação.

Para os residentes de Alcácer do Sal, a chegada destes fundos representa um passo importante na gestão da crise pós-intempéries, embora deixe em aberto a discussão sobre as carências habitacionais estruturais que continuam a afetar o território do Alentejo Litoral. As autoridades locais mantêm o acompanhamento da situação, enquanto decorrem os procedimentos necessários para concretizar a instalação das habitações provisórias.